Todos nós definimos, a partir da educação formal e do aprendizado em família e em grupo, o que é certo e o que é errado. Assim, chegamos a alguns conceitos básicos. Por exemplo: roubar é errado. E isso é tanto aplicável às pequenas quanto às grandes coisas. Por isso, criticamos os políticos que se aproveitam da função para usar o dinheiro público em seu proveito.
Mas e no dia a a dia, como agimos? Não estranhe a pergunta. Ela parte do que constatei, durante a semana, mais uma vez na hora do almoço. Às vezes, vejo coisas que considero positivas. Às vezes, não. E foi isso o que aconteceu. Vou contar: Eu estava em uma fila para pagar a refeição que tinha servido. E esta fila não era pequena, o que deixava algumas pessoas impacientes.
Enquanto a maioria - mesmo impacientes - esperava chegaram duas pessoas bem vestidas, aparentemente educadas e de bom nível social, que foram pegar a sobremesa. Feito isso, dirigiram-se ao caixa e quiseram evitar a fila. Foi preciso que alguém lhes chamasse a atenção, dizendo que a fila era única. Voltaram a ela, mas começaram a comer a sobremesa antes de pesá-la e pagá-la. Agiam como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Como ambos estavam próximos a mim, pude ouvir parte da conversa e a justificativa era de que não dava para resistir à sobremesa, então, a comeram.
Não sei o que fizeram na hora de pagar, pois paguei minha refeição e fui procurar um lugar onde pudesse comê-la em paz. A situação me incomodou, no entanto. Tenho visto, com muita frequência, pessoas defendendo posições para os outros, mas agindo da forma que condenam.
Aprendi que as coisas erradas, são erradas. Não importa se pequenas ou grandes. Por exemplo, comer algo no supermercado e não pagar é roubo. Assim, comer a sobremesa antes de pagá-la também é roubo. Pode ser uma coisa de pequena monta. Mas não é o tamanho que determina se estamos agindo certo ou errado.
Se há uma ética que preside nosso comportamento - e acho que há - o que é certo, é certo. E o que é errado, errado é. Não importa se somos educados, analfabetos, classe A ou classe E. Não creio - e não aceito - que haja uma ética que presida as ações alheias e as torne condenáveis, mas não sancionem estas mesmas ações quando as fazemos.
Estes pequenos gestos, de pessoas que são bem educadas, bem de vida e que têm bons empregos, me irritam profundamente O gesto, simbólico que seja, representa uma quebra da ética. E no caso aqui relatado, por mais que se justifiquem estamos, sim, diante de uma ação de roubo. O restaurante foi roubado. E as pessoas foram os autores do roubo.
Sou radical? Talvez sim. Mas, como disse, se temos uma ética, o que é certo o é para todas as ações e, do mesmo jeito, é o errado.
Roubar, no meu conceito, é errado. Não importa se uma bala ou milhões.
Maio 22nd, 2008 at 11:00 am
[...] e muito, nos últimos tempos. Um deles, inclusive, já foi assunto de um post anterior - O que é certo…. - em que relatei o comportamento de pessoas em um restaurante, do tipo sirva-se você [...]
Março 5th, 2008 at 9:58 pm
Golaço, Lino.
Sem ética pessoal não dá pra cobrar ética de quem quer que seja.
Um abraço.
Março 4th, 2008 at 11:26 am
Concordo com você, Lino. Vejo esse tipo de situação acontecer muito freqüentemente nos supermercados.
Bjs,
Março 4th, 2008 at 11:05 am
Não não Lino, vc esta certo! absolutamente certo! concordo com vc em tudo! E sou radical neste ponto..compro briga..rs, pq se estou na fila eu ja ia falar o q estava acontecendo ao responsavel pelo restaurante… infelizmente ou felizmente ( não sei) eu sou assim..não consigo ver nada errado acontecendo e ficar quieta, pq é isso q acontece, todo mundo faz o q quer e os outros aceitam, não existe mais respeito, honestidade então..é raro amigo!
Esses dias a moça do mercadinho aqui perto de casa voltou o troco errado…me deu mais dinheiro, e eu q sou desligada fui conferir ja estava lá na porta..voltei e devolvi..ela ficou surpresa e disse q se fosse outro não voltava, e eu disse que isso não é ser “esperto”, q ser “esperto” é conseguir as coisas sem precisar prejudicar ninguem!!
bjo querido!