Um tempo de descanso e mudança

“Tudo o que é sólido, desmancha no ar”, já dizia Marx. Certamente, ao cunhar a frase ele estava pensando nas mudanças do seu tempo, que acabaram com inúmeras certezas e fizeram com que os humanos percebessem que a única constante é que tudo muda, com o amanhã sendo diferente do hoje e assim por diante.

A afirmação, a propósito, vem em razão de duas coisas. No primeiro caso, trata-se de uma mudança que implica um afastamento, destinado a um pequeno descanso das atividades corriqueiras e da sobrecarga de trabalho a que fui submetido nestes seis primeiros meses do ano. Preciso me desligar. E só vou conseguir fazer isso se me afastar das tarefas rotineiras, dentre elas o blog.

Decidi, então, que preciso me desplugar, o que quer dizer deixar de lado inclusive a escrita diária de um artigo para o blog. O que significa? Que nos próximos dias e até o final deste mês, o blog não será atualizado. Outra consequência é que também - e neste mesmo período - não farei o que sempre procuro fazer, que é responder aos comentários feitos nos artigos da semana.

Além disso, o afastamento significa, ainda, que não visitarei - pelo menos no período - outros blogs. O objetivo é, mesmo, de se desligar, se desplugar do virtual, viver o real e, nele, procurar descanso para o corpo e para a mente. Neste período, então, nada de blog, nada de internet, nada de várias outras coisas. A regra predominante é desligar-se e, com isso, descansar.

Mas como diz o ditado, a gente enquanto descansa carrega pedra. E esta é a segunda parte da questão. Trata-se, aqui, de uma mudança real. Não de quem o escreve, mas do próprio blog, do aspecto que ele tem, da apresentação dos artigos, dos assuntos. Quando voltar - no final deste mês ou no máximo no início do próximo - o blog terá um novo formato gráfico, capaz de apresentar na capa maior número de assuntos e permitir uma melhor visualização deles.

O modelo já foi escolhido, desenvolvido e até testado. Faltam, apenas, os acertos finais, que implica em mudança nas ilustrações e em outros detalhes. Como se trata de um trabalho off line, acho que vou conseguir concluí-lo, deixando tudo pronto para a volta às atividades. O que prometo é que o conteúdo do blog não muda. Vou continuar falando de várias coisas, sempre no meu ponto de vista, exercitando, às vezes, a reflexão e às vezes, apenas procurando o divertimento.

E então, estamos combinados? Nos encontramos no início de agosto, de novo.

Na hora do voto limpo

Uma vez mais estamos na ante-véspera de uma eleição. Cabe-nos escolher quem irá nos representar à frente das Prefeituras e decidir quem serão os vereadores com assento na Câmara de Vereadores, responsável, dentre outras coisas, pela fiscalização do Executivo. A nossa escolha e o nosso voto serão decisivos em ambos os casos e é por isso que temos de escolher bem, colocando em postos de mando homens que tenham um passado limpo.

O passado, já lembrou alguém, não garante o futuro. Mas no caso das eleições pelo menos dá um indicativo. Se o candidato é honesto, tem uma vida limpa, as chances de que, ao assumir um mandato, continue procedendo desta forma são maiores do que os que não a têm e já fizeram da sua um problema. Certamente estes últimos irão levar os mesmos princípios para o cargo público e, se escolhidos, não irão servir, mas se servir deles.

Já disse, aqui no blog e em várias ocasiões, que considero a política fundamental. Sei que muitos não concordam, mas acho que sem ela pelo menos nos dá a chance de participar e mudar as coisas. Sem ela, isso não seria possível. Veja-se o exemplo das ditaduras, onde a política e jogo político são excluídos, o que subjuga o cidadão, colocando-o no medo e afastando-o de qualquer participação e, portanto, de qualquer decisão.

Acho que só podemos reclamar - e reclamar com razão - se nos envolvermos. E agora é o momento. Primeiro, precisamos mapear os que estão pedindo o nosso voto. Depois, comparar o que dizem com sua história de vida e ver se, eleitos, serão capazes de colocar em prática o que estão prometendo. E tudo isso deve partir de uma avaliação política, entendendo o todo da situação, e pessoal, que olhe a vida do candidato, identificando quem é, o que fez.

O que fizermos será decisivo. E todos nós, que blogamos ou que formamos opinião, temos maior responsabilidade, pois podemos influir no voto dos outros. O que proponho - e não se trata de uma blogagem coletiva ou algo assim - é que tomemos à frente da defesa do voto limpo, da escolha de quem não tenha um passado sujo, que não seja suspeito. E que a partir dela defendamos um voto consciente, que leve em consideração não o interesse pessoal, mas o coletivo.

Só com tal postura é que podemos contribuir para a melhoria da política e dos políticos. E como consequência, dar um novo caminho ao município, ao Estado e ao País.

E se você tiver uma delas?

Mundo estranho esse, não? E muitas vezes ele nos é hostil, principalmente quando temos medos, fobias. E todos sabemos que, na maioria das vezes, elas não têm explicações lógicas. Isso, no entanto, não impede que quem as tenha sinta medo efetivo. A propósito, qual a sua fobia?

Ah, e não venha me dizer que não tem nenhuma. Deve ter, sim. Talvez não estas abaixo, que são bem estranhas. O mais interessante delas é que, a cada uma, está associado um nome famoso, que todos conhecemos e que, segundo informações fidedignas, têm este tipo de fobia. Vejamos:

Cronofobia, que é o medo das cores brilhantes. Pois são exatamente as cores que deixam Billy Bob Thornton apavorado. Agora, imagine ele em Las Vegas, como ficaria?

Lepidopterofobia, que é o medo de borboletas. E elas são a fobia de Nicole Kidman, o que a deve deixar longe da mata e de locais onde elas sejam bem comuns.

Colnofobia, um medo fóbico de palhaços. Eles são bem engraçados, não acha? Johnny Deep, não. Para eles os palhaços têm alguma coisa de mal.

Chiclefobia. Óvio, não. É a fobia a chicletes e aos mascadores que se postam aos nosso lado. Meu pai dizia que pareciam uma vaca ruminante. E não é que Oprah Winfrey, a famosa apresentadora da TV dos Estados Unidos, a tem.

Eisoptrofobia. O medo, aqui, é do próprio reflexo no espelho. Dizem que Pamela Anderson, que ficou famosa, dentre outras coisas, pelos enormes seios, a tem. Neste caso, acho que muita gente teme os espelhos. Estou errrado?

Botanofobia. É o medo de plantas, quaisquer que sejam elas. Christina Ricci, a atriz que parece criança, a tem. Pelo menos é o que dizem as informações.

E então, você conhece alguém que tenha este tipo de fobia? Sério? Não fique preocupado (a) não. Esta foi uma brincadeira inventada pelo Cracked, um site de humor nos Estados Unidos. Seus editores sempre inventam alguma coisa interessante. E foi assim com as fobias.

Se elas existem? Não sei. Mas são interessantes, não são?

E já que estamos falando em fobias, nada melhor do que trazer, aqui, o contrário disso, falando de alegria - aliás, dentro da proposta do post - e alinhar frases de quem, à sua época, sabia o que dizia.

Vamos, então, a elas:

A ação nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem ação. Benjamin Disraeli, político inglês

A alegria é o fogo que mantém aquecido o nosso objetivo, e acesa a nossa inteligência. Helen Keller, escritora e ativista dos EUA

E então, o que acharam? Não importa a opinião. O importante é que todos aproveitemos o final de semana.

O que é que você faria?

Não li a notícia, mas tomei conhecimento dela através da conversa com alguns amigos. Um deles, que tem por hábito ler jornais de todo o mundo - todos os dias - viu a informação tanto em publicações japonesas, quanto da Europa. O fato não é novo, mas é emblemático pelo que o provocou e pelo resultado final.

Vamos à história: Um grupo de estudantes japoneses foi à Itália em uma excursão cultural e um dos locais visitados foi Veneza. Lá, dois dois estudantes do grupo, acabaram deixando seus autógrafos na parede de uma milenar igreja, marcando sua visita ao loca. Pouco tempo depois, um outro casal japonês visitando o mesmo local, viu as assinaturas e também apôs lá a sua.

O grafitti acabou sendo engrossado por outras assinaturas, sendo que as primeiras, dos escolares japoneses, acabou servindo de incentivo para as outras. Este espaço grafitado foi visto, muito tempo depois, por um outro grupo de visitantes japoneses. Um deles, horrorizado com o que considerou vandalismo, fotografou as assinaturas dos dois garotos e do casal japonês.

Quando voltou ao Japão, enviou a foto às autoridades. Tão logo foi recebida, instalou-se uma investigação. Os alunos grafiteiros foram identificados, foram chamados pelas autoridades educacionais, repreendidos publicamente e afastados da escola. O professor que os acompanhou e que era responsável pela excursão, foi demitido.

A investigação alcançou, também, o casal que participou do grafitti. A mulher apareceu em toda a imprensa japonesa, tendo sua foto publicada sob a legenda “vândala”, e o marido foi processado por vandalismo. Nos dois casos, o Governo estudava o confisco e a suspensão de seus passaportes para que nunca mais consigam sair do Japão e com suas ações envergonhem o país.

Pode parecer ficção, mas não é. O fato é verídico, aconteceu. Cabe perguntar: O que você faria? Que medidas tomaria para evitar este tipo de comportamento? Concorda com a ação do Governo japonês? Acho que o Governo foi duro, mas tenho certeza que a ação foi pedagógica, levando todos a refletir sobre que comportamento adotar, no seu país e fora deles, principalmente em relação a monumentos e a preservação deles.

UMA JUSTIFICATIVA NECESSÁRIA

Nos dias de hoje o tempo não é nosso amigo. Muitas vezes, ele nos falta e nos deixa assoberbados com tarefas de que temos de dar conta. É o que está acontecendo comigo. Com isso, tenho me tornado pouco presente na blogosfera, comentando, visitando os amigos e trocando opiniões.

É um momento que, espero, esteja sendo superado. Acredito - e peço a compreensão e paciência de todos - que estou próximo de voltar às atividades blogosférica com maior intensidade, nos mesmo níveis de antes. Até que isso aconteça, quero agradecer, de público, a participação de todos os que aqui têm vindo. E dizer que são muito bem vindos. E que superados compromissos que estão se completando estarei plenamente com todos vocês.